é comumente vista pelas ruas acompanhando o conjunto: óculos escuros OAKLEY com lentes coloridas, corte de cabelo zero embaixo 1 em cima e descolorido, e um celular com funk (tchun tchun tchá) no ultimo volume.

Você logo deve pensar, deve ser o preço absurdo afinal roupas importadas no Brasil.
Mas graças a DEUS - ou não- nossos grandiosos gangsteres falsificadores acompanham todas as tendências de massa! Custe o que custar! E produzem e revendem por muito menos da metade do preço!
Ainda assim, o nome “Ed Hardy” é famoso no mundo todo e já estampa até cadernos (no Brasil) produzidos pela Jandaia.
Tudo começou quando, em 2002, a lenda da tatuagem Don Ed Hardy registrou uma licença para lançar sua própria linha de roupas, chamando a atenção da gigante Saks, distribuidora das maiores grifes para o mercado norte-americano.
Vendo uma grande oportunidade, o francês Christian Audigier adquiriu os direitos de uso dos desenhos de Don Ed Hardy em 2004, sob o nome de “Nervous Tattoo, Inc.”, lançando, finalmente, as roupas “Ed Hardy”.
Natural de Avignon, Audigier começou a trabalhar com roupas ainda adolescente, quando foi descoberto por um dos chefes executivos da MacKeen Jeans. Influenciado por seu gosto pelo rock e pelos Rolling Stones, ele já havia criado uma linha de calças jeans. Tendo se tornado um grande nome dentro da MacKeen, ele viajou por todo o mundo e, depois de 3 anos, mudou-se para Nova York, onde trabalhou como freelancer para companhias como Guess, XOXO, Fiorucci, Levi’s e foi responsável por reformular a Diesel. Ele acabou recebendo o apelido de King of Jeans (“Rei dos Jeans”).
Algum tempo depois, mudou-se para Bali, onde continuou a trabalhar com o jeans, além de experimentar com novos materiais, diferentes dos que estava acostumado. Passados alguns anos, voltou para os EUA e estabeleceu-se em Los Angeles.
Em 2002, conheceu Tonny Sorensen, que havia acabado de adquirir os direitos da Von Dutch, marca batizada a partir do famoso mecânico e pinstriper .
Audigier teve a ideia de lançar roupas – e os famosos bonés trucker - influenciadas pelas customizações de Von Dutch, e foi assim que a companhia conquistou artistas como Madonna e Justin Timberlake.
Que aliás também foi muito falsificado por aqui!
Segundo o estilista, a arte da tatuagem tradicional é especial porque, além de representar um compromisso com a pele, tem uma estética vívida, limpa e pessoal. Audigier estampou os desenhos de Hardy ainda em bolsas, carteiras, relógios, perfumes, cuecas, calcinhas e até em camisinhas e lubrificantes; as imagens exageradas, coloridas e grandes são sinônimo certo de lucro!
Nem é preciso dizer que, no início, usar “Ed Hardy” se tornou uma mania entre hipsters, rockeiros, motociclistas e, óbvio, fãs de tatuagem. O estilo casual conquistou, posteriormente, artistas e a classe média alta, alavancando o nome da marca pelo mundo, além de expor o próprio trabalho de Don Ed Hardy, que continua a vender seus quadros e livros.
Em 2009, Audigier vendeu 85% dos direitos da “Nervous Tattoo, Inc.” à Iconix Brand Group Inc. por 62 milhões de dólares! O executivo chefe da Iconix, Neil Cole, é irmão de outro designer famoso, Kenneth Cole, e revela que o valor de renovação anual dos royalties da marca chega a 16 milhões, mas que a capacidade lucrativa é crescente e espera-se que aumente ainda mais! É claro que, com o sucesso vem o maior problema enfrentado pelos direitos de cópia atualmente:
“Ed Hardy” está entre as marcas mais falsificadas do mundo e estima-se que a renda dos produtos pirateados gere, anualmente, aproximadamente 7 milhões de dólares!





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